Nosso grupo pesquisou sobre o Colégio Sinodal Barão do Rio Branco de Cachoeira do Sul - RS.
Componentes do grupo: Aldemar de Oliveira Lenci, Anderson de Oliveira Lucas, Fabiele Gabrieli Bitencourt Wommer e Maria Florencia da Siqueira Nunes.
Em 1769,
índios guaranis aculturados foram aldeados no local até hoje chamado Aldeia.
Estes índios vieram com o objetivo de fornecer mão-de-obra para a nova povoação
que surgia. É desta época o primeiro nome oficial: Capela de São Nicolau.
Durante este tempo e ainda depois, chegavam negros escravos, pois a escravidão
sustentava o modo de produção na época.
Em 10 de julho
de 1779, a povoação foi elevada à freguesia com o nome de Freguesia
de São Nicolau da Cachoeira de San José (Bispado do Rio de Janeiro, Comarca de
Nossa Senhora do Rosário de Rio Pardo) e dois anos depois passou à invocação de
Nossa Senhora da Conceição.
1821 - Criação de aulas públicas.
Em cumprimento às ordens do
Vice-presidente da Província, em Portaria de 3 de junho de 1852, a Câmara determinou
aos professores de primeiras letras que ministrassem aulas apenas uma vez ao
dia, durante seis horas, no período que julgassem mais conveniente.
O vereador João José Rodrigues
foi nomeado inspetor das aulas públicas em 1852, sob protestos de Antônio
Vicente da Fontoura que não o considerava apto para o cargo. Em 1853, o médico
José Pereira Goulart foi nomeado para a inspetoria.
Cachoeira possuía, em 1855, duas
aulas públicas que funcionavam em prédios alugados, e uma particular. Das
primeiras, uma destinava-se apenas a meninos e, nesse ano, sob responsabilidade
do Professor Rodrigo Alves Ribeiro, era freqüentada por 39 alunos. A outra,
para meninas, contava com 60 alunas sob a regência de Dª Cândida Rodrigues
Pereira.
A escola particular, com 31 alunos,
era atendida pelo Prof. Manoel Marques dos Santos Torres.
A Câmara recebia, semestralmente,
a relação nominal dos alunos, o dia da matrícula, a freqüência, as faltas e
suas justificativas, e o aproveitamento de cada um.
Constatou-se, em 1854, a necessidade
da criação de uma nova escola para meninos no passo do Jacuí, onde já existia
um expressivo núcleo populacional.
A imigração
alemã ocorreu a partir de 1857 e deixou como maior herança a iniciativa do
cultivo do arroz, que rapidamente tornou-se o principal produto cachoeirense e
grande impulsionador do crescimento econômico da cidade.
No dia 08 de
junho de 1893, em reunião, numa pequena casa ao lado da velha usina, na rua
Moron, 28 famílias evangélicas fundaram a Comunidade Evangélica de Confissão
Luterana de Cachoeira do Sul. Seguindo o lema que trouxeram da pátria-mãe -
"Ao lado de cada Igreja uma Escola". Resolveram, também, adquirir uma casa, que
servisse de Escola e de Capela. Mas a grande data da Comunidade e da Escola
recaiu no dia 3 de julho de 1893, na Assembléia em que os evangélicos
decidiram, oficialmente, a sua criação. Seis pastores desempenharam a tarefa de
professor.
Assim surgiu o:
Localização: R.
Comendador Fontoura, 302 - Rio Branco, Cachoeira do Sul - RS, 96506-760
A história da escola e da Comunidade Evangélica de
Confissão Luterana de Cachoeira do Sul se confunde.
Em 1913, já no quarteirão que o Colégio ocupa atualmente, foi iniciada a
construção de um espaçoso prédio que abrigasse a Escola Primária e, sendo
possível, um ciclo de Estudos Secundários. O novo prédio (atual prédio da
Biblioteca Amália Geisel) foi inaugurado em 13 de março de 1914. Na época, o
pastor também foi o diretor da Escola e o auditório (atual sala de dança)
serviu como sala de cultos para a comunidade. Em 1916, foi construído um novo e
amplo prédio destinado à casa paroquial e ao internato para os alunos da Escola
(atual prédio da Educação Infantil).
De 1919
a 1927, esteve instalado o Instituto Pré-Teológico, para a formação de futuros
pastores evangélicos. O IPT foi a primeira escola humanística do RS, aberto a
todos, mesmo aos que, no futuro, não desejassem cursar Teologia. O IPT foi
transferido para São Leopoldo em 1927. Na década de 30, foi construído mais um
prédio para servir de Jardim da Infância e Internato para moças (atual casa do
pastor e secretaria da comunidade).
Em 1941, a professora Amália Geisel assumiu a direção da escola e permaneceu no
cargo durante os trinta anos seguintes. Em Assembleia Extraordinária da
Comunidade, realizada em 12 de novembro de 1957, foi aprovada a criação do
Ginásio e a construção de um moderno e espaçoso prédio.
Em 1972, a professora Isolde Erica Gressler assumiu a direção da escola. Ao
longo dos 16 anos na direção do educandário, D. Isolde incentivou muitas
inovações, entre as quais a inauguração do Ginásio de Esportes do Colégio,
situado no Bairro Tupinambá (1979).
Em fins do ano de 1988, o professor Werner Bittelbrunn assumiu a direção do
Colégio e permaneceu nela até o ano de 1993. Destacou-se durante a sua gestão a
construção de uma nova ala anexa ao prédio principal. Além disso, uma quadra de
esportes dotada de arquibancada.
Em maio
de 1994, a então vice-diretora do Colégio, professora Leatriz Hoffmann Voigt,
assumiu a direção. Sua gestão vem sendo marcada pelo aperfeiçoamento pedagógico
constante do corpo docente e por obras que têm atendido os interesses da
comunidade escolar, tais como melhoria no prédio do Ginásio de Esportes,
cobertura e colocação de um novo piso na quadra de esportes com apoio da APP,
novas instalações para a Biblioteca Amália Geisel, gradeamento do pátio,
implantação do serviço de recepção, reforma do salão de festas em parceria com
a Comunidade Martim Lutero, reforma dos banheiros entre outras
atividades.
Fontes: Arquivo histórico Municipal ; Museu Municipal de Cachoeira do Sul; http://www.camaracachoeira.rs.gov.br/arquivohistorico/arquivo.html-






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